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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Entenda como a taxa Selic afeta a vida do consumidor.

Taxa é usada pelo governo como forma de controlar a inflação.
Selic dá a medida das outras taxas de juros, como cheque especial.

Do G1, em São Paulo.





O que é a Selic?

A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível.

Por que a Selic é importante para a política econômica?

O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem.

A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país. Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui.

Por que tanta gente reclama dos juros altos?

Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa.

E para o consumidor, que diferença isso faz?

É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo.

Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário".
Também dá para ganhar com a Selic alta?
Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs

Câmara aprova medida que autoriza sanções comerciais contra os EUA.

Do G1, em Brasília

09/06/2010 10h04 - Atualizado em 09/06/2010 10h04.

Medida Provisória precisa ser aprovada até sexta-feira (11) pelo Senado.

determinação vale quando autorizada pela Organização Mundial do Comércio.

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (8) uma Medida Provisória (MP) que autoriza o Brasil a aplicar sanções comerciais autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A medida foi editada, entre outros motivos, para permitir retaliações aos Estados Unidos por causa da concessão de subsídios aos produtores americanos de algodão. A medida segue para o Senado, onde precisa ser aprovada até sexta-feira (11). Caso contrário, perde a vigência.

A medida passa agora a tramitar como projeto de lei de conversão, por ter o objetivo de converter a medida provisória em lei, de autoria do deputado Fábio Ramalho (PV-MG). A finalidade imediata era permitir que o Brasil aplicasse compensações contra os Estados Unidos, condenados em 2009 pelo subsídio concedido aos seus produtores de algodão.

Depois de negociações entre os dois países, o governo brasileiro adiou até meados de junho a aplicação das medidas de retaliação comercial sobre mercadorias dos Estados Unidos, que haviam sido anunciadas no começo do ano.

A mudança ocorreu depois da assinatura de um memorando de entendimento para a criação de um fundo de assistência técnica e desenvolvimento da atividade algodoeira no Brasil. Serão depositados no fundo R$ 277 milhões anuais de recursos norte-americanos. A taxação adicional de 102 mercadorias americanas teria impacto potencial, em 2010, de R$ 1,1 bilhão (cerca de 591 milhões de dólares).

A MP permite que o Brasil aplique sanções sobre direitos de propriedade intelectual de cidadãos ou empresas do país condenado pela OMC.

As sanções podem ser relativas a diversos produtos, tais como obras literárias, programas de computador, patentes de invenções ou desenhos de circuitos integrados. A "retaliação cruzada" poderá ocorrer na forma de suspensão ou limitação desses direitos; bloqueio temporário de remessa de royalties, entre outros.

Os acordos da OMC estão divididos em três setores: mercadorias, serviços e propriedade intelectual. A retaliação cruzada recebe esse nome quando a OMC autoriza que um país aplique sanções sobre setores diferentes daquele no qual se deu a contestação.

Multa para banco

Ramalho também incluiu, no texto, a previsão de multa para os bancos que permitirem o envio, ao exterior, de recursos para pagamento de lucros com os direitos de propriedade intelectual antes do recolhimento de taxa sobre esses lucros.

A multa será de 50% sobre a taxa devida ao governo federal pela empresa ou pela pessoa física que tenha a obrigação de pagar pelo direito de propriedade intelectual. O percentual dessa taxa será determinado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e incidirá sobre os valores devidos a título de propriedade intelectual.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Petrobras continua indo as compras.

Por ADIANO PIRES.

O GLOBO.


A diretoria da Petrobras tem se empenhado muito na tentativa de aprovar no Congresso Nacional o projeto que capitaliza a estatal. O argumento é o enorme volume de investimento que será necessário para explorar e produzir petróleo no pré-sal. O grau de endividamento da estatal já é hoje de 32% e o limite recomendável seria de 35%, daí a urgência na aprovação do projeto de capitalização. A Petrobras já obteve um empréstimo de US$ 10 bilhões com a China em troca da exportação de 200 mil barris/dia de petróleo e já se comenta de outro no mesmo valor e nas mesmas condições. O curioso é que apesar de viver um momento de certa escassez financeira a Petrobras continua comprando e investindo em setores que possuem rentabilidade abaixo do pré-sal. Em 20 de abril anunciou a compra de 45.7% da Açúcar Guarani, pertencente ao grupo francês Tereos por R$ 1,6 bilhão. Em 19 de maio fez uma joint-venture com a Galp para construir duas plantas de biodiesel, uma no Brasil e outra em Portugal no valor de US$ 530 milhões. Caberá a Petrobras US$ 290 milhões. Agora no dia 27 de maio anunciou a compra da Gas Brasiliano, empresa concessionária de distribuição de gás natural em São Paulo pertencente a empresa italiana ENI por US$ 250 milhões. Dá para entender?

terça-feira, 18 de maio de 2010

EIKE BATISTA.






Mineiro de Governador Valadares, o empreendedor Eike Batista nasceu em novembro de 1956. Desde muito cedo, Eike desenvolveu visão global de negócios, fruto, em grande parte, da própria experiência de vida. Depois de passar a infância no Brasil, foi morar, no início da adolescência, em locais como Genebra (Suíça), Düsseldorf (Alemanha) e Bruxelas (Bélgica), acompanhando a família, que se mudava para a Europa, por conta da carreira profissional do pai. Em 1974, iniciou o curso de Engenharia Metalúrgica na Universidade de Aachen. Ainda em meio à faculdade, começou a vender apólices de seguro de porta em porta na cidade para garantir uma renda pessoal e se manter de forma independente.

Depois de formado, de volta ao Brasil, no começo dos anos 80, começou a empreender no setor de ouro e diamantes. Fluente em cinco idiomas – português, alemão, inglês, francês e espanhol – foi intermediário entre produtores na Amazônia e compradores em grandes centros do Brasil e Europa. Na mesma década, implementou a primeira planta aurífera aluvial mecanizada na Amazônia, criou o próprio grupo e tornou-se o principal executivo da canadense TVX Gold – empresa listada no Canadá e que propiciou o início do relacionamento com o mercado de capitais global. Os anos 90 foram marcados pela diversificação dos negócios e avanço para outros continentes.

A partir de 2000, Eike passou a focar as necessidades do País em recursos naturais e infra-estrutura. Entre 2004 e 2008, o empresário criou, estruturou e abriu o capital das empresas MMX (mineração), a MPX (energia), a OGX (petróleo) e a LLX (logística), levantando recursos recordes de US$ 7,1 bilhões junto a investidores brasileiros e estrangeiros.

Eike preside a EBX Investimentos e o conselho de cada uma das quatro empresas de capital aberto do grupo. Em paralelo a estas atividades, o grupo tem projetos em outras áreas, tais como imobiliária, entretenimento e social, e busca novas oportunidades para gerar riqueza e valor para seus acionistas, a sociedade e o País. Capacidade de criação, execução de novos projetos e desenvolvimento de empreendimentos são as marcas da atuação do Grupo EBX, sediado no Rio.

Separado, pai de dois filhos, um com 12 e outro com 17 anos de idade, Eike gosta de correr, nadar e de lanchas. Em 2006, completou as 220 milhas náuticas entre Santos e Rio de Janeiro em 3h01m47s e bateu o recorde da travessia a bordo da máquina Spirit of Brasil. Dentro do grupo, costuma dizer que “a fila anda de Porsche”, sobre a agilidade com que as coisas acontecem nos negócios.

Petrobras é maior empresa da América Latina em vendas, diz consultoria

Estatal faturou US$ 104,9 bilhões em 2009.
Entre as empresas privadas, a mexicana America Móvil lidera ranking.


Com vendas de US$ 104,9 bilhões em 2009, a estatal brasileira Petrobras liderou o ranking das empresas de capital aberto da América Latina em faturamento no ano passado, segundo levantamento da consultoria Economatica.

Considerando apenas as empresas privadas, o ranking é liderado pela mexicana America Móvil, que encerrou o ano passado com vendas de US$ 30,2 bilhões, seguida pela Vale, com US$ 27,9 bilhões.

Somadas, as 30 empresas de capital aberto com maior volume de vendas tiveram faturamento de 488,7 bilhões em 2009, valor 14,6% superior ao obtido no ano anterior.

O levantamento da Economatica utilizou os dados publicados pelas empresas nos órgãos reguladores de cada pais - no caso do Brasil a CVM - e convertidos pelo dólar do dia 31 de dezembro de 2009 ou 2008.

Veja o ranking:
MAiores empresas de capital aberto por vendas, em 2009 Empresa
País
Vendas (em R$ bilhões)
Petrobras Brasil 104,9
America Móvil México 30,2
Vale Brasil 27,9
Ultrapar Brasil 20,7
Wal Mart de Mexico México 20,7
JBS Brasil 19,7
Ecopetrol Colômbia 18,1
Telemar NL Brasil 17,1
Gerdau Brasil 15,2
Cemex México 15,1
Fonte: Economatica

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Economia brasileira vai começar 2010 com "situação virtuosa", diz Lula


Da FOLHA ONLINE.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no programa semanal de rádio "Café com o Presidente", transmitido nesta segunda-feira, que a economia brasileira começará 2010 com uma "situação muito virtuosa e "de muito otimismo".

"É tudo que nós precisamos. Voltar à normalidade econômica, voltar a crescer, gerar empregos, distribuir renda, que é isso que o povo brasileiro espera de nós", disse o presidente, e acrescentou que os dados sobre o PIB referentes ao terceiro e ao quarto trimestres "serão muito importantes", pois "vão demonstrar um crescimento muito melhor na economia brasileira até o final do ano", e 2010 vai começar, assim, "numa situação de crescimento".

PIB sobe 1,9% no 2º tri e encerra recessão
Consumo das famílias puxa alta do PIB
Investimento no país tem queda histórica no segundo trimestre
Entenda o que é PIB e como é feito seu cálculo

Na sexta-feira (11), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a economia brasileira voltou crescer no segundo trimestre deste ano, com alta de 1,9% frente aos três meses imediatamente anteriores. Com isso, o Brasil saiu do quadro de recessão técnica, quando há duas retrações consecutivas --no primeiro trimestre, a queda foi de 1% após revisão (a leitura inicial era de queda de 0,8%), e no quarto trimestre de 2008, o recuo havia sido de 3,4% após revisão (o dado anterior era de queda de 3,6%).

O presidente disse que a saída da recessão "apenas confirmar aquilo que a gente dizia, em dezembro do ano passado, aquilo que a gente dizia em janeiro: que a crise tinha chegado por último no Brasil e que ela ia acabar primeiro no Brasil".

"Porque o Brasil estava preparado. O Brasil tinha uma economia sólida, tinha uma estabilidade muito sólida, o Brasil tinha reservas e o Brasil tinha um mercado interno potencial que outros países não tinham", afirmou. Ele lembrou as medidas adotadas pelo governo, como a redução de alíquotas de impostos feita pelo governo, caso do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre eletrodomésticos da linha branca (geladeiras e fogões) e automóveis.

"O que aconteceu é que nós voltamos a bater recorde de produção e de venda nesses produtos, inclusive, na construção civil, que tem crescido de forma extraordinária, não apenas por aquilo que já vinha sendo feito, mas depois do lançamento do Programa Minha Casa, Minha Vida, cresceu muito mais ainda. O dado concreto é que os números do segundo trimestre são importantes", afirmou.

Em relação a igual período em 2008, no entanto, o PIB (Produto Interno Bruto) teve recuo de 1,2%. No acumulado do semestre, a economia caiu 1,5% frente aos seis primeiros meses de 2008, a maior retração para um semestre em toda a série histórica, iniciada em 1996.

PIB

O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma das riquezas produzidas por um país. O indicador é composto por indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Ontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o Brasil sai da crise preparado para crescer mais rapidamente e com equilíbrio. "Ao contrario do passado, quando muitas vezes o Brasil saía de uma crise quebrado, hoje não, o Brasil sai da crise de uma maneira muito saudável e preparado para crescer", afirmou, durante congresso promovido pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Na sexta, Meirelles já havia dito ser "altamente possível e provável" que o Brasil feche o ano com crescimento em 2009. A última previsão do Banco Central foi de 0,8% e uma nova projeção será feita em setembro.

Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que o resultado comprova que a economia brasileira estava resistente quando a crise econômica se agravou e que o país deve fechar o ano com alta de 1%.