Por ADIANO PIRES.
O GLOBO.
A diretoria da Petrobras tem se empenhado muito na tentativa de aprovar no Congresso Nacional o projeto que capitaliza a estatal. O argumento é o enorme volume de investimento que será necessário para explorar e produzir petróleo no pré-sal. O grau de endividamento da estatal já é hoje de 32% e o limite recomendável seria de 35%, daí a urgência na aprovação do projeto de capitalização. A Petrobras já obteve um empréstimo de US$ 10 bilhões com a China em troca da exportação de 200 mil barris/dia de petróleo e já se comenta de outro no mesmo valor e nas mesmas condições. O curioso é que apesar de viver um momento de certa escassez financeira a Petrobras continua comprando e investindo em setores que possuem rentabilidade abaixo do pré-sal. Em 20 de abril anunciou a compra de 45.7% da Açúcar Guarani, pertencente ao grupo francês Tereos por R$ 1,6 bilhão. Em 19 de maio fez uma joint-venture com a Galp para construir duas plantas de biodiesel, uma no Brasil e outra em Portugal no valor de US$ 530 milhões. Caberá a Petrobras US$ 290 milhões. Agora no dia 27 de maio anunciou a compra da Gas Brasiliano, empresa concessionária de distribuição de gás natural em São Paulo pertencente a empresa italiana ENI por US$ 250 milhões. Dá para entender?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
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